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O Brasil ficou na 58ª posição entre 69 países avaliados no Ranking Mundial de Competitividade 2025, elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). Apesar da melhora em relação ao ano anterior, quando ocupava a 62ª colocação, o estudo aponta que desafios estruturais ligados à produtividade, eficiência empresarial e qualificação da mão de obra ainda limitam a competitividade do país no cenário global.
O levantamento avalia fatores como desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura, evidenciando que o avanço da competitividade brasileira depende, em grande parte, da capacidade das organizações de operar com mais eficiência, previsibilidade e geração consistente de resultados.
Segundo André Chaves, vice-presidente da unidade de negócios da Falconi focada em Indústria de Base e Bens de Capital, a excelência operacional está diretamente associada à consistência da performance ao longo do tempo. "Excelência não é um conceito abstrato. Trata-se da capacidade de entregar performance elevada de forma consistente, o que exige o alinhamento entre metas, processos e pessoas para que a organização gere valor de maneira contínua.", afirma.
A busca por alto desempenho operacional está relacionada à capacidade de uma organização operar com estabilidade, previsibilidade e alto desempenho, mesmo em cenários adversos. Para isso, é necessário alinhar objetivos estratégicos, processos bem definidos e pessoas capacitadas, garantindo que a geração de valor ocorra de forma contínua e sustentável.
André explica que a construção da excelência operacional ocorre por meio de uma jornada estruturada, composta por diferentes níveis de maturidade organizacional:
- Iniciante: Neste estágio, há a implementação de processos básicos de gestão, como definição de objetivos, indicadores, metas e estrutura organizacional. No entanto, os resultados ainda são instáveis e fortemente dependentes do conhecimento individual.
- Estruturado: A organização avança na padronização de processos e tarefas críticas, reduzindo a variabilidade da performance e estabelecendo um nível mínimo de conhecimento que pode ser replicado internamente.
- Padronizado: Os processos finalísticos e de apoio tornam-se mais estáveis, criando uma base sólida de conhecimento operacional. Esse estágio permite resultados mais consistentes ao longo do tempo, com menor dependência de pessoas ou circunstâncias específicas.
- Gerenciado: A tecnologia passa a desempenhar um papel relevante, assim como o desenvolvimento estruturado das competências das pessoas. O conhecimento deixa de ser apenas aplicado e passa a ser continuamente gerado, elevando o nível de desempenho da organização.
- Excelência: No estágio mais avançado, a organização utiliza conhecimento proprietário, potencializado pela tecnologia, como fonte genuína de diferenciação competitiva. Isso permite a entrega de resultados excepcionais de forma consistente.
A consolidação de uma cultura de alta performance enfrenta obstáculos relevantes, como a falta de clareza sobre os benefícios esperados, o desalinhamento entre líderes e executores, a indefinição de papéis e responsabilidades e o baixo foco em inovação e melhoria contínua. Outro fator crítico é o desalinhamento entre incentivos, metas e requisitos organizacionais.
"Quando não há clareza sobre os objetivos e alinhamento entre liderança e operação, as iniciativas podem se perder na burocracia e deixam de gerar impacto real nos resultados", alerta o executivo.
A jornada rumo à excelência operacional não é linear, mas tende a gerar impactos profundos quando bem conduzida. Ao se consolidar como cultura, a excelência passa a orientar decisões, comportamentos e prioridades, fortalecendo a competitividade das empresas no longo prazo.
"A jornada rumo à excelência não é linear, mas seu impacto é transformador. Quando bem estruturada, ela sustenta resultados ao longo do tempo. Mais do que um destino, a excelência precisa ser entendida como uma cultura", conclui André Chaves.
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